Organizada pelo Sporting Clube da Estrada, decorreu nos dias 20, 21 e 22 de Agosto de 2010, a festa anual em honra de S. SEBASTIÃO e em memória dos sócios da colectividade já falecidos.
São Sebastião foi um jovem militar do exército romano que morreu pelas suas convicções, pelos seus ideais, constituindo a sua vida cristã um exemplo a seguir nos dias de hoje tão caracterizados pelo materialismo consumista de fruição imediata. Precisamos de ideais duradouros, de convicções, de princípios éticos, de partilha solidária para que as nossas vidas tenham mais sentido.
A abertura desta festividade foi animada pelo grupo musical da colectividade denominado “MAR-A-VISTA“, de música tradicional portuguesa, orientado por Antonino Pinto. É agradável verificar como as pessoas apreciam cada vez mais a música em geral , concretamente a música tradicional portuguesa.
A música torna-nos mais tolerantes, mais pacíficos e ajuda-nos a descobrir a nossa interioridade.
Belo momento partilhado por todos os amantes da música foi o excelente concerto de Domigo proporcionado pela Banda Filarmónica de Atouguia da Baleia, uma banda muito aplaudida e muito acarinhada pelas gentes do Lugar da Estrada. Parabéns ao maestro João Ferrão pela obra que tem feito em prol da música e parabéns à colectividade que a mantém: a Sociedade Filarmónica União 1º. de Dezembro de 1902. Outros momentos musicais foram proporcionados pelos conjuntos que animaram os bailes dos 3 dias, sendo de destacar o conjunto da terra: o Serenata, que proporcionou uma noite muito alegre e animada.
Durante estes 3 dias a restauração teve a coordenação da experiente Helena Gomes coadjuvada por uma eficiente equipa de voluntariado associativo. As iguarias que produziram foram do agrado geral e conseguiram aumentar o seu número de fãs. Sem estes voluntários, sem esta atitude de estar unido a um conjunto de pessoas para se atingirem determinados objectivos, as obras comunitárias não eram erguidas. O associativismo é um apelo constante ao trabalho em equipa, à cooperação, aos princípios éticos, à humanização e à solidariedade.
A Direcção do SCE através dum diploma simples aproveitou esta festividade para reconhecer públicamente o trabalho destes voluntários ligados à restauração da colectividade, onde é referido o seu elevado espírito de cooperação e de sacrifício
Os foguetes da alvorada e a banda a tocar pelas ruas da aldeia espalharam no ar o alegre ambiente tradicional das nossas festas. Muitas casas foram caiadas ou pintadas, tudo estava limpo e as ruas engalanadas.
A procissão, após a missa celebrada pelo Sr. Padre Moisés e enriquecida pelo coro da Igreja da Estrada orientado pelo António Manuel Pinto, constituíu uma manifestação da profunda religiosidade desta comunidade. Acompanhou-a a Banda Filarmónica de Atouguia com o seu tradicional ritmo.
A procissão com esta música tão característica, transporta-me de imediato para as procissões da minha infância e vejo o meu pai todo garboso com uma opa vermelha e muitos outros confrades todos alinhados e compenetrados do seu papel. Relembro os versos do poeta António L. Ribeiro ditos por João Vilaret “Tocam os sinos na torre da Igreja./ Há rosmaninho e alecrim pelo chão. / Na nossa aldeia que Deus a proteja / Vai passando a procissão.” Presentes muitos emigrantes que aproveitam estes momentos para matar as saudades imensas que lá longe sentem pela terra onde nascerem e foram meninos.
Deduzidas as despesas, os lucros apurados:
- da Quermesse de loiças, produtos agrícolas e bijuteria diversa, organizada pela Manuela Glória e onde abundaram os artigos oferecidos pela generosidade das pessoas;
- das diversões como o tiro ao alvo orientado pelo António Marques, em que os 10 primeiros classificados foram premiados;
- da vacada com as hilariantes fugas dos valentões;
- da quermesse de bolos e de bebidas finas, oferta das pessoas, orientada pela Noémia Ferreira;
- dum leilão de bolos grandes tipo bolo de ferradura, postas numa armação de madeira em forma de torre, denominada cargo, à moda dos tabuleiros de Tomar, oferta da popular Irménia Santos, que pelo seu empenho, criatividade e generosidade bem merece um sincero bem haja da parte de todos; (lembrou-nos esta estradense que há uns anos atrás pela festa de Nossa Sª. da Esperança se fazia um cortejo muito participado com estes “cargos”, que eram oferecidos para as obras da Capela);
- do concorrido jogo da rata;
- da restauração;
- do bar que teve a dedicação entre outros do Hélder, do Feliz e do António Avelino;
- e do peditório pelas ruas da aldeia,
serão religiosamente aplicados nos 3 grandes objectivos que o Sporting Clube da Estrada quer atingir:
- Construção dum novo pavilhão desportivo
- Remodelação das actuais instalações
- Ajuda à implantação da Associação de Solidariedade “MÃO AMIGA”







