Como se fazia o vinho

Como de fazia o vinho – Julho 2010

A exposição COMO SE FAZIA O VINHO é uma viagem ao passado com o propósito de preservar os usos, os costumes e as tradições dos nossos pais, dos nossos avós, dos nossos antepassados. Preservar os seus saberes é preservar um património de séculos, transmitido de geração em geração.

Como faziam o vinho? Que saberes, que instrumentos, que meios empregavam para produzir o vinho?

Para muitos de nós os objectos presentes nesta exposição são familiares pois trabalhámos com muitos destes instrumentos nas várias tarefas ligadas à produção do vinho. Por diversas razões hoje já não se usam, ou porque a cultura da vinha foi, na nossa região, substituída por outras culturas, como por exemplo a cultura de produtos hortícolas, ou porque estes instrumentos foram simplesmente sendo substituídos por outros meios técnicos em que abunda o plástico como matéria prima.

A geração que herdou estes saberes e lidou com muitos destes artefactos da viticultura tem a responsabilidade de os preservar e transmitir às gerações vindouras para que não se apague da nossa memória colectiva este valioso património.

Muitos dos objectos ligados à feitura do vinho, como funis de madeira, canecos, barris de madeira, tinas, esmagadores de uvas, prensas, etc, estão a desfazer-se nas casas onde ainda existem. Daqui a alguns anos tudo estará apodrecido, tudo estará destruído, tudo estará esquecido. A responsabilidade disto acontecer é de todos.

Não deixemos que isto aconteça. A par da rede museológica prevista para o Município de Peniche e em seu complemento, as Colectividades Desportivas e Culturais, dada a proximidade com as pessoas detentoras desses instrumentos e sendo estas associações, casas da comunidade, são um dos locais ideais para estarem expostos estes saberes dos nossos antepassados.

É nosso dever preservar este património e transmiti-lo são e salvo aos nossos filhos e netos.

Se passarmos a tratar melhor estes objectos, estes artefactos, se passarmos a preservar estes saberes, estaremos a homenagear quem os inventou, quem os produziu, quem os utilizou, conservando a memória dos que já partiram e consequentemente ampliando a nossa memória colectiva.

II SABERES – TRADIÇÕES – SABORES

2, 3 e 4 de Julho de 2010

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